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[FIC] Natasha

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[FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Ter Jul 09, 2013 8:10 pm

 Natasha




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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Ter Jul 09, 2013 8:22 pm

Inicio

As vezes eu vejo a luz que todos falam ter no fim do tunel - muitas vezes é só alucinação, coisas que estou acostumada a sentir, de inicio a vida nunca é facil, por que seria? seria tragicamente chata e monótona.
Muitos dizem que você só começa a pensar de verdade na vida quando esta a beira da morte, talvez seja, mas pra mim essa ficha ainda não caiu, eu e meus minutos de solidão, conseguirei pedir perdão por meus atos, mas muitos não me arrependo, seria justo pedir perdão? talvez não.
Faço um juramento a mim mesma agora, enquanto meus olhos lacrimejam e procuro por algum tipo de refugio na qual possa respirar melhor em meio a toda essa poluição que se encontra o mundo eu fecho meus olhos - Não tenho mais esperança, meu corpo parece padecer agora e queria que isso fosse um tipo de paraiso, talvez eu renasça amanha como a fênix, mas do fundo do meu coração, algo quer que não.
Sou Natasha Portmann
Muitos vão discordar de meus atos, outros não entenderam, mas lembre-se: Nada na vida é facil
e muitos procuram seu porto seguro como acham que deve ser, talvez eu tenha tomado a atitude errada
ou talvez tenha sido apenas um começo, nunca pensei em consequências
mal sabia eu que elas existiam, preferi que não.
 


Personagens:
Samantha (Mãe de Natasha)

Tia Carie

Levine (Pai da Natasha)


Última edição por Innocence Abernathy em Qui Jul 11, 2013 6:50 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Ter Jul 09, 2013 8:38 pm

Quase fiquei sem fôlego com ela.
Eu achei o início pequeno, mais muito atrativo, daqueles que queremos a continuação.
Awesomer ^^

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Ter Jul 09, 2013 8:57 pm

amei o começo, deu um gostinho de quero mais e uma grande curiosidade da minha parte, quero saber mais sobre a historia, continuaçãooooooooooooooooooo

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Ter Jul 09, 2013 8:58 pm

Parte I

 Meu principio, sem meio, nem fim

Era uma manha normal de outono, as folhas caiam e sorrisos se espalhavam pelo recinto daquela pequena sala, Jennifer estava a completar seus 11 anos e vários de nossos parentes que nunca mais havíamos visto estavam ali, principalmente os que moravam mais distantes como a tia Carie e seus filhos Bernardo e Caroline que moravam no Brasil - ela se divorciara antes dos gêmeos nascerem, mas sempre viveu bem de vida e não trocaria jamais sua cidade natal por a Flórida - Jenny era minha irmã mais velha, logo atras vinha o Calleb, depois a mim, o retrato que nossa familia passava era de felicidade, harmonia e união, mas era apenas fragmentos, aparências que meus pais tentavam passar, por que na realidade essas três palavras iniciais nunca fizeram parte de nosso cotidiano.
Minha mãe nunca foi um exemplo de perfeição, aos 18 anos fugiu de casa pra viver um romance tipico de adolescente, mas acabou sem nada, o pai da Jennifer a usou pra conseguir algum dinheiro pra se drogar em troca de juras de amor que fazia a ela e boba e inconsequente - caiu - não sei se alguem um dia possa culpa-la por isso, muitos dizem que o amor leva você a fazer coisas tolas, principalmente se houver entrega de ambas as partes. Aos 19 teve a Jenny, muitos dizem que ela teve sorte por a familia ter a acolhido depois do incidente, mas familia que é familia nunca deixa nada de mal acontecer aos que amam, quando chegara finalmente aos 20 e se via longe de todas as drogas conheceu Levine no qual se casou no mesmo ano, todos diziam que eles se completavam e que nunca tinham visto nada igual, dessa união vieram o Calleb e eu, nesse tempo, o retrato de familia perfeita ainda era forte até meu pai conhecer Las Vegas e se afundar em jogos e bebidas, o vicio era incontrolavel, minha mãe tentava por dias encontrar uma solução, mas era em vão, ele ja havia caido em toda decadência e nada o tiraria daquela vida, nossa familia estava praticamente falida.
Levine, meu pai, estava com seus cabelos arrumados para tentar disfarçar a ressaca que estava passando, vestido numa camisa bem passada que mostrava um lado paternal sorria para os nossos familiares que ali estavam com seus dentes ja meio amarelados por conta dos vicios.
- Obrigado tia Carie - gritava Jenny animada quando seus olhos se deparam ao presente que estava escondido dentro de uma caixa enorme a sua frente, a casa da Barbie, o sonho de qualquer menina da nossa idade, até o meu, mas ela nunca foi de dividir nada comigo, eramos quase como inimigas naquela casa ou como minha mãe mesmo dizia, viviamos como cão e gato.

- Não precisa agradecer queria, que bom que gostou - proferia tia Carie no seu sotaque brasileiro que nunca perdera, beirando seus quase 40 anos sua pele bronzeada dava um aspecto de um mulher bem mais jovem, seus olhos cinzas que herdara de nosso avó fitava alegremente a criança a sua frente, Caroline e Bernardo forçavam um sorriso para sua prima, eles tambem não gostavam muito da Jenny, mas fingiam muito bem.

As horas pareciam se arrastar como meses, a felicidade de Jenny ja virava enjoativa, aquele sorriso de seu rosto encomodava até os de ego mais forte, parecia que nada podia derruba-la, como uma rainha em seu trono, ela sempre foi a melhor, a mais querida - não falo isso por inveja - mas nunca entendi ao certo o que tinha feito de errado, sempre tentei tirar boas notas, me comportar bem, mas todas as bem feitorias vistas eram sempre da Jennifer, as vezes tinha a ligeira desconfiança de ter nascido na familia errada ou cheguei a me perguntar se não fui adotada, mas sempre tinha esperança que um dia tudo isso fosse mudar, ninguem sobe muito pisando nos outros, logo cansamos e levantamos fazendo a pessoa tropeçar no proprio ego, era isso que eu queria fazer, mas não sabia direito como.

Todos ja estavam se recolhendo para os quartos reservas que tinhamos naquela casa, o que ainda nos restava livre das apostas de meu pai, muitas vezes pensava se algum dia ele resolvesse apostar nossa casa, seria o fim para todos nos e a destruição do que ainda restava daquela familia, Caroline e Bernardo estavam adormecidos no sofá, suas faces lembravam a de dois pequenos querubins com seus cabelos loiros claros e faces ruborizadas com sorrisos adormecidos, era impressionante como podiam ser tão parecidos apesar de serem de gêneros diferentes, tia Carie os observava orgulhosa enquanto passava a mão por seus cabelos e beijava de leve suas faces os cobrindo com um cobertor de lã que minha mãe a tinha entregado e logo após sobe para um dos quartos vazios, Jenny ja estava no quarto e tinha quase certeza que se não estivesse dormindo estaria me esperando para me passar na cara os presentes maravilhosos que havia ganhado naquela tarde, mas não queria ver aquela cena, então resolvi me aninhar no pequeno sofá vizinho aos gêmeos e observar o respirar calmo deles até pegar no sono, antes de adormecer queria prometer a mim mesma não sofrer mais nas mãos da Jenny e de nenhuma outra pessoas, mas as vezes somos mais fracos do que pensamos e acabamos quebrando promessas, naquela noite eu pedi a força e coragem que nunca tive pra seguir a vida e com quase 10 anos, ser a garota que nunca fui.

Minha prece não foi bem atendida do modo que quis, mal havia amanhecido e ouvia pancadas e gritos vindos do corredor, não era difícil reconhecer a voz de Levine bêbado a gritar com minha mãe, a tia Carie e os outros já haviam ido embora na madrugada de volta para o Brasil, nossos vizinhos podiam estar ouvindo toda aquela briga, mas não ousavam se meter onde não era assunto deles, as vezes queria que pelo menos um tomasse uma atitude de chamar a policia, pouparia o que viria pela frente.
- Você só reclama, reclama, eu estou cansado, cansado dessa vida de merda que levo nessa casa, nesse casamento, eu só podia estar cego em pensar que sentimentos traziam coisas boas, mas eu me enganei - gritava Levine olhando minha mãe nos olhos com ódio, eu não sabia bem como tudo aquilo tinha começado, mas ouvir tais palavras saírem de sua boca cortava o coração, eu pouco tinha idade para entender, mas vê-lo se referir a tudo que ja vivemos como se fosse um lixo, eu podia sentir raiva, repulsa e lagrimas começarem a escorrer por minha face morna.
 - Você é um idiota, sua vida estar naquelas mesas de Cassino, aquela é sua vida, estamos falidos e prestes a cair na miséria por que você levou nossa vida a isso, merda é você, se afunde sozinho no que se tornou. - mal ela terminou de retrucar as palavras agressivas quando Levine deu-lhe um tapa forte fazendo com que as lagrimas acumuladas em seus olhos escorressem de vez, sua face havia ficado vermelha e o fitou com ainda mais ódio ao se lançar em sua direção, mas ele não deixaria barato, Levine nunca foi de se submeter a qualquer mulher, mesmo que a amasse, que no ponto que a situação estava, eu ja duvidava que neles podia ainda haver algum tipo de sentimento.
- Você nunca foi nada pra mim Bethany - Eu ja não sabia como reagir a tal situação, ele a agarrava pelo pescoço enquanto a batia varias vezes na face, seu nariz sangrava e estava de olhos fechados, eu não sabia ao certo se ela estava desacordada ou tentava de alguma maneira dentro de si conter a dor e pedir perdão, aquela era uma cena que nunca desejei que ninguem passasse, nem mesmo meu pior inimigo, foi disso que falei, uma hora o castelo desmorona e tudo vem a tona, meu ser eufórico de ver tudo aquilo acontecendo agiu por impulso indo em direção aos dois, pude ver minha mãe abrir devagar os olhos como se me sentisse e nos seus olhos pude ver varios tipo de sentimentos, mas o mais forte deles - proteção - ela tentou se esquivar com o resto de forças que ainda tinha para tentar impedir que Levine me atingisse, mas foi em vão.
Pude ver naquele momento o pai que tinha e aquele não era ele, não o reconhecia, não o via.
Seu braço vem em minha direção me acertando e me jogando contra a parede a ultima coisa que me lembro ter ouvido foi os soluços de minha mãe, do seu coração magoado que sangrava fortemente.   


Última edição por Innocence Abernathy em Qui Jul 11, 2013 6:36 pm, editado 2 vez(es)

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Ter Jul 09, 2013 9:04 pm

Super ^^ continueeeeeeeeeee logo, odeio coisas pequenas cof cof

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Qua Jul 10, 2013 8:22 pm

 Falecido destino


Luzes e barulho de passos incomodaram meus sentidos naquele momento, eu não sabia o que estava acontecendo, minha mente me dizia insistentemente que havia algo errado, tento piscar meus olhos com força e tentar focar a situação a minha frente, havia pessoas com olhares críticos  reconheci minha avó que chorava um pouco a minha frente, mas seus olhos não estavam me vendo, ela via algo um pouco a sua frente que alguns homens remexia bruscamente e tento me esticar um pouco para tentar ver, era um corpo, de inicio não vi de quem era, mas reconheço o pequeno bracelete que minha mãe havia ganhado no dia do casamento do Levine e deixo meu corpo terminar de desabar no chão, o que estava acontecendo com ela? por que aquele homens estavam a cobrindo?
- Vovó? - tentei dizer em meio as lagrimas que já se acumulavam nos meus olhos, eu só queria entender o que estava se passando ali, ela apressa os passos na minha direção e se abaixa, minha vista estava turva, mas ainda consegui fitar seus olhos cor de avelã, estavam quase sem brilho.
- Nathy venha comigo - foi tudo o que ela disse enquanto me encaminhava até o quarto que dividia com a Jennifer, Calleb estava em prantos antes mesmo da vovó abrir a porta, Jennifer apenas brincava com suas bonecas novas como se nada de estranho estivesse acontecendo a seu redor - Calma Calleb, já estou aqui meu bem.
- O que está acontecendo vovó? Onde está a mamãe? - não pude conter os soluços, o silêncio que se instalou ali por alguns instantes me deu a certeza de não estar tudo bem.
Naquele dia descobri que minha família tinha mesmo sido destruída, era difícil não conter a dor, o impacto tinha sido ainda maior por eu ser uma frágil criança e aquelas marcas ficariam em minha mente pro resto da minha vida, minha mãe se fora e como vidro sua imagem parecia se fragmentar na minha alma trazendo dor, aquela dor que nunca seria substituída, que não passaria.
Foi desde então que tudo mudou, mas não pra melhor.


--- // ---


A forte tempestade continuava insistente fazendo a velha janela do meu quarto tremer e abro os olhos devagar no mesmo instante que ela se abre molhando o tapete felpudo roxo a frente de minha cama e me levanto num salto para fecha-la.
Aquele pesadelo ainda vinha em minha mente, ja se passara 5 anos desde que minha mãe morreu e meu pai sumiu do mapa, alguns diziam que ele estava vivendo em Vegas com uma nova mulher como se nada estivesse acontecido, apesar dele ser meu pai eu sentia ódio dele, por que eu sabia que tinha sido dele o assassino, o que enfiou aquele objeto pontiagudo de metal no coração da que me deu a vida e morreu no meu lugar, me sentia culpada, talvez se não estivesse reagido.
Fecho a janela fazendo um barulho alto ecoar pelos cantos do quarto quase vazio.
Passo uma das mãos sobre meus cabelos que estavam mais longos e os enrolo dando um nó no alto da cabeça e vou até o banheiro molhar meu rosto, enquanto a água escorria por ele me lembrava do olhar de minha mãe, da crueldade acumulada nos olhos de Levine, o adeus não desejado, ao fitar o espelho via o aspecto mais maduro que meu rosto havia tomado durante todos aqueles anos, minha face estava mais aredondada, labios cheios, olhos frustrados com a vida, minha avó me dera uma vida que não tive na minha infância, soube dar com simplicidade uma vida a eu e meus irmãos, mas Jenny foi a que deu mais trabalho, ela foi acostumada desde pequena em ter tudo que queria e do melhor, era dificil as vezes ela levar um "não" principalmente do meu pai, ela adquiriu com o tempo a mesma personalidade que ele.

11 de Janeiro de 1990


Os pesadelos continuam, na verdade não são bem pesadelos e sim parte de minhas mais tristes lembranças, era duro lembrar, ainda doía como se estivesse sido ontem e não a cinco anos atras.
Meu mundo desmoronou depois dai, minha avó deu seu jeito de nos criar da melhor forma possivel, mas é duro viver sem os pais, ou minha mãe, eu sentia ódio de meu pai, ele havia tirado minha mãe de mim a sangue frio e sumiu depois disso, os pais são a base de tudo na vida de um ser humano, minha família toda estava quebrada, pra sempre, desde então, mesmo sem eles, tento dar o melhor de mim mesmo sendo a filha mais nova.
Amanha começaria uma nova etapa, minha avó tinha me transferido para uma escola mais perto do bairro onde moravamos, meus irmãos continuaram na mesma escola por estarem se dando bem por lá, mas pra mim não fez muita diferença, eu não me importava muito pra isso.
Jennifer estava virando um tipo de garota insuportavel, daquelas que as vezes dava nojo, ela ainda queria ser a mesma menininha rica e metida que sempre foi, isso não dava muito orgulho a vovó por que uma vez ela a negou na frente de muitas amigas alegando que não a conhecia, eu senti vontade de arrancar seus cabelos naquele instante, era doloroso ver como a vovó se destruia por dentro, mas sempre tinha uma maneira de contornar a situação a deixando fazer o que queria.
É provavel, ela vai quebrar a cara - disse ela um dia e era verdade, todos nós plantamos o que colhemos e a colheita futura de Jenny não seria das melhores.
Assim esperava.


 
Personagens:
           
Natasha Portmann                  Jennifer Portmann
         
Calleb Portmann                             Julie Mason




                                   


Última edição por Innocence Abernathy em Qui Jul 11, 2013 8:35 pm, editado 3 vez(es)

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Qua Jul 10, 2013 8:26 pm

véei, teus capitulos me inspiram na boa, tipo é mt emoção ,sabe qnd vc ta lendo algo q chega prende o ar ? kk então

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Qui Jul 11, 2013 9:10 pm

Welcome to Hellington, Natasha

Era mais uma manhã chuvosa em Bristol, os jornais não paravam de alertar novas tempestades naquela pequena cidade, as nuvens não deixavam que nenhum raio de sol passasse mantendo assim uma manhã sem cor.
Meus pés pareciam doer por eu ter me encolhido durante a noite para me aquecer melhor com aquele velho cobertor pequeno, minha cama não era das mais grandes nem modernas, era um modelo antigo de ferro, mas o colchão era novo e confortavel por enquanto, não me lembro as vezes que agradeci por não dividir mais o quarto com minha irmã, nossa casa era simples, mas cada um tinha seu quarto, então sempre mantive distância do dela.

- Pretende assustar quem? - pergunta Jennifer com sinismo assim que desço as escadas e vou de encontro a cozinha tomar café da manha, ela estava mordiscando uma maça enquanto me olhava de cima a baixo me avaliando, ela parecia uma daquelas garotas metidas que muitos rotulam como patricinhas com um vestido vintage que moldava bem seu corpo de quase mulher, seus seios estavam mais evoluidos dando assim mais charme ao vestido, seus cabelos loiros estavam soltos dando-a um ar de mais madura, diferente de mim que estava com minha camisa de mangas 3/4 passada na minha saia xadrez vermelha com as sapatilhas que a vovó me dera nas ultimas compras e ainda não tinha usado.

A fito pelas lentes de meus oculos ignorando seu comentario futil e dou um sorriso para vovó e Calleb que fitava Jenny quase que desapontado. - O que foi? Parece que sou a unica normal nessa casa, preciso ir, não quero me contaminar com esse... - ela dar uma ultima olhada em mim seria e vira as costas saindo pela porta sem ao menos dizer até logo, acho que se ela estivesse morando com Levine talvez fosse mais feliz.

- Não ligue pra ela Nathy, ela só quer te deixar pra baixo - diz Calleb enquanto pega seu lanche e se levanta da mesa - Boa sorte no seu primeiro dia de aula.
Assenti enquanto faço o mesmo e pego uma maça, a vovó não fala nada, mas sorri enquanto nos ver sair pela porta.

Meu colégio ficava no suburbio de Bristol não muito longe de casa, a chuva ainda caia fraca, mas o suficiente para molhar minha roupa e as lentes de meus oculos deixando minha vista um pouco dificultada, minhas meias estavam enxarcadas e deslizavam dentro da sapatilha, se eu estava mesmo mal como dizia Jenny, agora estava praticamente quase parecida com um dos mendigos que ocupavam as calçadas daquela região, aos poucos vou me aproximando da entrada, alguns alunos ainda estavam fora e mal notaram quando entrei o que me aliviou um pouco, naquele primeiro dia queria ser invisivel, pois meu dia não começou sendo dos melhores.

Não foi muito dificil achar minha classe, o Hellington School tinha uma fachada simples, mas muitos de seus espaços eram bem modernos comparada a minha antiga escola, muitos usavam uniforme, mas como eu era nova ainda não havia ganhado o meu, os primeiros dias de aula era sempre constrangedores.

Ouço risadas abafadas enquanto tome meu lugar quase no fundo da sala, comentarios parecidos com os de Jenny se seguem baixo e desejei ser invisivel ou que algo os distraissem de mim.

- Silêncio - Uma senhora na faixa dos 50 e poucos anos proferi pra toda a fala e me fita triste enquanto estou ruborizada em meu lugar com a roupa ainda um pouco molhava, fazia frio e senti um arrepio em minha pele.

- Bem que minha mãe disse que o Hellington esta mesmo baixando de nivel. - Ouço uma voz feminina retrucar seguida de varios risos, mas não ousei olhar pra tras, tudo que queria era sumir dali e rapido. - Sra. Brandley não vê que há uma mendiga se abrigando aqui na classe?

- Deve estar se protegendo da chuva.- Dessa vez foi uma voz masculina, o tom não era tanto de deboche, mas risadas ecoaram pela classe novamente me fazendo fitar os pés.

- Ja chega Claire ou vou leva-la a detenção -  Advertiu a Sra. Brandley vindo em nossa direção.

- Talvez seja melhor que dividir a classe com isso ai, isso fede - rutrucou mais uma vez e finalmente me viro para fita-la, eu mal podia ver suas feições pois a raiva me cegava cada vez mais, lagrimas percorriam mornas meu rosto. - Oh! Vai procurar sua turminha imunda sua coisa.

Foi as ultimas palavras que ela disse antes que eu tapasse a boca dela com um tapa, toda a classe se levantou e gritou ao nosso redor enquanto ela tentasse se esquivar de mim, não tinha outra coisa que minhas mãos não estivessem mais ao alcance do que seus cabelos que enrolei na mão enquanto ela me fitava com nojo, eu iria fazer ela se arrepender de cada palavra que tinha dito, ela não me conhecia, ninguem me conhecia, nem mesma eu.

- Ja chega! - gritou a Sra. B logo atras de mim me puxando de cima dela acabando a briga, havia fios de seus cabelos claros entre meus dedos e ainda sentia repulsa dela, como a pessoa podia ser tão grosseira? Existiam mais cópias de Jenny do que eu pensava e aquilo seria só o começo. - Terei que aplicar uma advertência nas duas.
- Por quê? Olha o que ela fez? - proferiu Claire com a face um pouco avermelhada fazendo cara de inocente, se recompôs e penteou seus cabelos com os dedos e me fitou, a briga já havia encerrado, mas pra ela aquilo tinha sido só o começo pra variar. - Sua...
- Claire, Detenção - Falou a Sra. Brandley rispidamente - E você Srta. Portmann fará companhia a ela, hormônios...


Welcome to Hell, Natasha.  

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Sab Jul 13, 2013 8:55 pm

Gostei bastante dos personagens, curtir essa inovação da sua parte por em cada cap os personagens que fazem parte.
Primeiramente, desculpa a demora para ler novamente, é que as coisas já não eram como antes.
O que se pode comentar, acho que a Nata tem toda aquela performance da música de Capital, acho super o jeito dela e como porta-se em meio a tudo e a todos, a história dela vem também trazendo o fato do peso de suas ações.

A vida parece mais dificil quando não se gosta de regras.

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Dom Jul 21, 2013 5:05 pm

I Wanna be me


Certo, eu nunca fui uma das alunas mais exemplares, mas nunca fui para a detenção, levava apenas advertências no máximo mas agora tinha ido e por um motivo que não foi eu a começar, aquela garota me tirou do serio, eu nunca gostei de ser tratada dessa maneira e não seria ela a fazer isso a partir de agora.

- Rebecka quantas vezes eu disse que não se é permitido fumar dentro dessa escola? - a voz da diretora me tira dos meus pensamentos e paro de bater a caneta no caderno e fito a garota que estava fumando, seus olhos de uma azul que quase praticamente via eram de sarcasmo e mal estava preocupada com o que a mulher falava, ela não ligava e da mais outra tragada soltando a fumaça lentamente como se sentisse prazer naquilo e continuo a fitar a cena, talvez maravilhada pela personalidade dela. - Rebecka Lawrence.

- O quê? - proferi ela com euforia, seus cabelos negros dava um ar sombrio ao seu rosto, mas em nenhum momento ela apaga o cigarro que ainda esta entre seus dedos, o que deixa a mulher ainda mais irritada indo em sua direção.

- Dá pra você apagar a merda desse cigarro. - a voz da Claire rompeu qualquer lampejo de ironia, Rebecka a fitou e deu um meio sorriso nem se importando com o que ela tinha falado e dá mais uma tragada jogando a fumaça na cara da Claire que estava na carteira ao lado e tossiu. - Sua idiota.

- Por favor parem com isso - Dessa vez foi uma outra garota que falou no fundo da sala, seus cabelos ondulados num tom quase loiro moldava bem seu belo rosto de boneca e seus olhos era de um tom de avelã quase idênticos aos da minha mãe e por um segundo a saudade que sentia dela me sufocou me deixando sem ar, eu ainda não dominara isso e sempre me pegava de surpresa. - Eu vim para aqui por causa de um mal entendido e estou morrendo de dor de cabeça com essa discussão futil de vocês, só quero sair logo daqui então por favor facilitem as coisas que todo mundo sai ganhando.

A Sra. Smith a fitou e deu apenas um meio sorriso, sua pele morena lembrava a garra e fé que as pessoas do subúrbio tinham, lembrava muito minha vizinha Sra. Carmen, ela sempre me tratou como uma filha apesar de Levine a tratar sempre com racismo por sua cor, isso era uma das coisas que mais odiava de suas atitudes, Levine nunca foi uma pessoa facil de lhe dar.
A diretora era uma das poucas pessoas de sua cor que tinha um semblante de tanta confiança, não deixava se derrotar facil. - Andrea, pode ir .
Claire a fitou sem saber muito bem e levantou as mãos para protestar, mas Andrea ja tinha saido dali com um sorriso aliviado, pelo eu jeito ela não era das garotas que se metiam em confusões.


O tempo foi se passando, a Sra. Smith nos fitou em um silêncio constragedor e logo nos liberou, eu ainda estava com as roupas um pouco enxarcadas, meia envergonhada sobre minha aparência estar pior pego minhas coisa e vou para porta sem ao menos olhos pra tras, não queria que Claire implicasse sobre minha aparência outra vez.
- Ei garota! - Indaga Rebecka atras de mim e me viro levantando levemente as lentes de meus oculos que estavam muito baixas e a fito. - Esqueceu isso.
- Obrigado - pego meu caderno de suas mãos e ela da um meio sorriso mascando um ciclete de hortelã, ela parecia ser uma garota legal, mas se minha avó a visse com certeza diria que era ela "proibida", seus cabelos estavam jogados pra tras e a maqueagem preta e escura nos seus olhos davam uma aparência obscura sobre seu rosto, dando-a um ar mal, sua camiseta preta estava apertada e pixada com spray praticamente nas presas o nome "Sex Pistols" logo depois de um tempo soube que era uma banda de Punk, uma das mais vangloriadas por conta do Sid Vicious, sua calça jeans preta continha alguns rasgões dando um aspecto rebelde a todo seu visual.
Ela deu de ombros e saiu logo atras de mim, minha casa não ficava muito longe dali então faria uma boa caminhada esperando que mais alguem não reclamasse meu jeito de se vestir, hoje ja tinha sido demais pra mim.
Quando chego em casa ja quase derrotada Jenny ja estava jogada no sofá da sala com os olhos na Tv não tão contente e entediada e se vira para mim dando uma gargalhada.
- Tentou trocar as roupas com um mendigo foi? - sua voz postava o mais pura sarcasmo que só ela tinha, eu não me importei e passei as mãos pelo cabelo de Calleb o bagunçando enquanto ele protestava odiar aqui e dou um beijo no rosto da vovó indo em direção ao meu quarto. - Por isso que nunca teve amigas, você sempre vai estar sozinha.
Eu pisei forte a cada degrau sem impedir que lagrimas caissem de meu rosto, apesar dela ter razão sobre minha aparência jamais teria razão sobre mim, eu prometi não deixar mais que ela pensasse que eu era uma fraca, ela nunca mais pensaria em mim.
Deixo que uma ultima lagrima caia de meu rosto e dou um sorriso para minha imagem no espelho que agora era bem prometia a mim mesmo.
A garota boba se foi.
Dêem as boas vindas a Natasha Portmann - Talvez seu pior pesadelo.

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Re: [FIC] Natasha

Mensagem por Convidado em Dom Jul 21, 2013 8:40 pm

O.O BEM VINDA NATASHA!!!!

GOOOOOOOOOOOOOOOSH AWESOME, fiquei barbarizada poxa, super compreendi ela, sempre tem uma hora que crescemos e a hora dela chegou.

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Re: [FIC] Natasha

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